A candidata a deputada federal pela Paraíba, Juliana Almeida (PDT), tem defendido a ampliação de políticas públicas voltadas à inclusão e ao suporte de famílias que convivem diariamente com diferentes necessidades de cuidado. Entre as pautas abordadas pela candidata estão a realidade de mães de crianças atípicas, o atendimento às famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a garantia de acessibilidade para a comunidade surda.
Nas manifestações sobre o tema, Juliana sustenta que a construção de uma sociedade inclusiva precisa considerar não apenas as necessidades das pessoas que demandam cuidados específicos, mas também as condições enfrentadas por mães, cuidadoras e demais familiares que acompanham essas rotinas.
Ao conversar com mães atípicas, a candidata chamou atenção para os impactos que a rotina de cuidados pode provocar na vida profissional, pessoal e emocional dessas mulheres. Segundo ela, muitas acabam deixando o trabalho e outras atividades para acompanhar os filhos em tratamentos, atividades cotidianas e processos de inclusão escolar.
“É por nós, mulheres, que temos filhos atípicos, que eu estou aqui. Porque, por mais que eles sejam tratados, e a gente? E o psicológico da gente?”, questionou.
Juliana também destacou que as necessidades de uma pessoa atípica não desaparecem com o fim da infância, o que, segundo ela, exige que as políticas públicas considerem diferentes etapas da vida.
“Daqui a 10 anos, não é criança não, é adolescente atípico. Daqui a 15 anos, vai ser um adulto atípico. E essa mãe? Parou? Porque ela não tem direito a sair? Para a vida todinha para eles”, afirmou.
A importância de cuidar de quem cuida também foi ressaltada em depoimento de uma mãe atípica que relatou a intensidade da rotina de acompanhamento de uma criança autista. Para ela, o bem-estar dos familiares precisa ser considerado como parte da própria rede de suporte.
“Uma criança autista é uma criança que demanda muito, muito cuidado, mesmo assim uma atenção diferenciada. E se você não está bem, como é que você vai conseguir dar todo esse suporte à criança?”, afirmou.
Além da pauta relacionada às famílias atípicas, Juliana tem defendido medidas de inclusão e acessibilidade para a comunidade surda. A candidata destacou a necessidade de ampliar espaços que permitam a participação das pessoas surdas em diferentes áreas da sociedade, com condições adequadas de comunicação e exercício de direitos.
“Que cada vez mais espaços sejam construídos para que todos possam participar, se comunicar e exercer plenamente seus direitos”, declarou.
Para Juliana, a discussão sobre inclusão deve envolver tanto a eliminação de barreiras de acesso e comunicação quanto a criação de uma rede de apoio capaz de acolher as famílias e os cuidadores. A candidata afirma que pretende levar essas demandas para sua atuação política e manter a defesa das pautas independentemente do resultado eleitoral.
“Nós apenas estamos pedindo uma voz para lutar por nós. E é por isso que eu estou aqui. E eu vou continuar. Independente se eu vou ganhar ou não, eu vou continuar assim, lutando pelos nossos direitos”, declarou.


