A secretária de Assistência Social e Segurança Alimentar de Bayeux, Ivoneide de Araújo Silva, e um ex-secretário da Prefeitura estão entre os alvos da Operação Feudo, deflagrada nesta terça-feira (22) pela Polícia Civil da Paraíba em conjunto com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba.
Contra Ivoneide é cumprido mandado de busca e apreensão. Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, a Polícia apura se a secretária teria utilizado o cargo público para beneficiar pessoas ligadas ao grupo investigado. Até o momento, não há informação de prisão da secretária.
A ofensiva policial investiga um esquema considerado de grande alcance, envolvendo a expulsão de mais de 250 famílias de suas residências em Bayeux. De acordo com a apuração, moradores teriam sido obrigados a abandonar suas casas após ameaças e episódios de violência armada. Depois da saída das famílias, integrantes dos grupos investigados teriam ocupado os imóveis e se apropriado de móveis e outros bens deixados pelas vítimas.
Além da tomada de imóveis, a Operação Feudo apura suspeitas de extorsão, agiotagem, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por meio de transferências via Pix. A ação reúne equipes da 4ª Delegacia Seccional, Unintelpol, Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e Gaeco.
Ao todo, foram expedidos 21 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. Uma atualização divulgada nesta manhã informou que 16 pessoas haviam sido presas durante a operação.
Investigação chega à estrutura da Prefeitura
A presença de uma integrante do primeiro escalão da administração municipal entre os alvos acrescenta uma nova frente à investigação. No caso de Ivoneide, o ponto apurado pelos investigadores é justamente se sua posição dentro da Prefeitura teria sido utilizada para favorecer pessoas ligadas ao grupo investigado.
A Prefeitura de Bayeux divulgou nota afirmando que recebeu as informações sobre o caso “com serenidade”, declarou confiar no trabalho das instituições e defendeu o respeito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência. A gestão afirmou ainda que acompanhará o andamento das investigações.

