FGTS poderá ser usado para quitar dívidas a partir desta segunda-feira; confira as regras

Os trabalhadores poderão utilizar, a partir desta segunda-feira (25), parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas através do programa Novo Desenrola Brasil. A medida permite o uso de até 20% do saldo disponível nas contas do fundo ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.

Segundo o governo federal, os recursos serão utilizados diretamente para amortizar ou quitar débitos em atraso junto às instituições financeiras. O dinheiro não será depositado na conta do trabalhador, já que a Caixa Econômica Federal fará a transferência diretamente ao banco responsável pela dívida.

Quem poderá participar do programa

Terão direito ao benefício:

  • Trabalhadores com renda mensal de até cinco salários mínimos;
  • Pessoas desempregadas.

As dívidas elegíveis para renegociação precisam estar em atraso entre 90 dias e dois anos.

Como usar o FGTS para renegociar dívidas

Para aderir ao programa, o trabalhador deverá:

  1. Consultar o saldo disponível no aplicativo do FGTS;
  2. Procurar a instituição financeira onde possui a dívida;
  3. Negociar as condições de pagamento;
  4. Autorizar o uso do saldo do FGTS diretamente pelo aplicativo.

Segundo estimativas do governo, até R$ 8,2 bilhões do FGTS poderão ser utilizados nas renegociações realizadas pelo Novo Desenrola Brasil.

Programa prevê restrições temporárias

As novas regras também estabelecem algumas restrições para quem utilizar o saldo do FGTS na quitação de dívidas.

De acordo com o governo federal:

  • O saque-aniversário ficará suspenso até a recomposição do valor utilizado;
  • O CPF do beneficiário será bloqueado para apostas esportivas e jogos online pelo período de um ano.

Bancos terão prazo para concluir operações

O Ministério do Trabalho informou que as instituições financeiras terão prazo de até 30 dias para concluir os contratos e registrar as operações junto à Caixa Econômica Federal.

A expectativa do governo é ampliar as possibilidades de renegociação e reduzir o nível de inadimplência entre os trabalhadores brasileiros.