GPA reporta avanço operacional no 1T26, com expansão de margens e otimização da estrutura de capital

Companhia encerra o trimestre com evolução em eficiência operacional e rentabilidade, reforçando sua agenda futura de crescimento

O GPA registrou um marco decisivo em sua trajetória de estabilização e transformação. Com o avanço do plano de recuperação extrajudicial, a companhia projeta potencial redução de 74% em sua dívida líquida, podendo atingir uma alavancagem pro forma de 0,9x. No primeiro trimestre de 2026, o desempenho operacional se apoiou na estratégia de priorizar a rentabilidade e elevou a margem EBITDA ajustada para 10,5%, um avanço de 1,9 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

Essa melhora nos indicadores de eficiência é resultado direto do Plano de Eficiência 2026, que foca na otimização de custos e no saneamento do portfólio de lojas. A margem bruta da companhia atingiu 30,4%, crescimento de 2,9 p.p. na comparação anual, impulsionado por decisões de negócio mais rentáveis, com iniciativas como a descontinuidade do formato Aliados e o reequilíbrio do mix de vendas do e-commerce.

As vendas nas mesmas lojas apresentaram crescimento de 0,6% no período, impulsionado principalmente pela categoria de perecíveis, com destaque para o Extra Mercado, que registrou aumento de 1,2%. No canal digital, as vendas no e-commerce próprio cresceram 8,5%, refletindo o avanço da estratégia de reequilíbrio das operações online, com maior foco no canal próprio e na priorização de operações mais rentáveis.

O prejuízo líquido ajustado, que isola eventos extraordinários, foi de R$ 333 milhões. “No primeiro trimestre, concluímos as negociações com credores no âmbito da recuperação extrajudicial. Desde o início desse novo ciclo, tratamos o fortalecimento da estrutura financeira do GPA como uma prioridade, ao lado da agenda de eficiência operacional e geração de caixa. E, o mais importante, conduzimos esse processo preservando o dia a dia. Estamos avançando na construção de uma companhia mais equilibrada e sustentável, com uma base financeira mais sólida e com confiança em uma evolução consistente dos resultados”, afirma Alexandre Santoro, CEO do GPA.

O executivo reforça que a proposta do plano de recuperação extrajudicial, celebrado com credores que representam mais de 57% da dívida sujeita e protocolado na semana passada, melhora estruturalmente o perfil da dívida, reduz o custo financeiro e alonga os prazos, aliviando de forma relevante a pressão de caixa nos próximos anos. “Quando chegamos ao GPA, tínhamos previsão de desembolsos de aproximadamente R$ 5,2 bilhões nos próximos dois anos. A conclusão da Recuperação Extrajudicial reduzirá este montante para cerca de R$ 700 milhões. Além disso, o prazo médio da dívida deverá passar de 2,1 para 6,4 anos e estimamos uma redução no custo médio da dívida, de CDI + 1,8% para CDI + 0,5% ao ano”, analisa Pedro Albuquerque, CFO do GPA.

Após a homologação judicial, o passivo pecuniário da companhia deve ser reduzido de R$ 4,6 bilhões para aproximadamente R$ 2,1 bilhões. Essa nova estrutura de capital remove a pressão sobre o caixa e permite que a gestão direcione foco total para a excelência operacional, para o fortalecimento das bandeiras e o aprimoramento da experiência de compra dos clientes.

“Num cenário desafiador para o varejo, a evolução operacional observada reforça os resultados das medidas implementadas nos últimos meses para ganho de eficiência, disciplina comercial e melhoria da rentabilidade. Seguimos focados em elevar a qualidade da operação e fortalecer nossas bandeiras”, afirma Santoro.

No 1T26, a companhia também avançou em sua agenda de eficiência, com captura de R$ 99 milhões em economias no trimestre, equivalente a quase 24% da meta anual de redução de despesas. O resultado líquido do trimestre foi impactado principalmente por efeitos contábeis não recorrentes e sem impacto no caixa, relacionados à revisão de ativos conduzida pela companhia no contexto de sua agenda de transformação e fortalecimento da estrutura financeira, que somaram R$ 1,014 bilhão, levando a um prejuízo de R$ 1,347 bilhão.

“Temos desafios relevantes pela frente, mas acreditamos que a companhia reúne os atributos necessários para evoluir de forma consistente ao longo do tempo. Estamos construindo bases mais sólidas para o futuro do GPA, com mais disciplina financeira, mais simplicidade operacional, mais foco no cliente e uma cultura cada vez mais orientada à execução”, finaliza Santoro.