A data celebrada neste domingo alerta para a condição que atinge grande parte da população idosa
Celebrado neste domingo (17/04), o Dia Mundial da Hipertensão chama atenção para uma das doenças crônicas mais comuns e perigosas no envelhecimento. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 38 milhões de brasileiros vivem com hipertensão arterial e, entre pessoas com 65 anos ou mais, a prevalência chega a 60,9%.
Na terceira idade, a pressão alta exige acompanhamento constante porque aumenta de forma significativa o risco de complicações cardiovasculares, renais e cognitivas. Entre os principais problemas associados estão acidente vascular cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio, insuficiência renal, demência e prejuízo da qualidade de vida.
O avanço da idade é um dos fatores que contribuem para o surgimento da hipertensão, já que as artérias tendem a perder elasticidade ao longo dos anos. No entanto, outros elementos também influenciam, como histórico familiar, excesso de peso, sedentarismo, alimentação rica em sal, tabagismo, consumo excessivo de álcool e presença de outras doenças crônicas.
Embora muitas vezes seja silenciosa, a hipertensão pode apresentar sintomas como dor de cabeça persistente, tontura, falta de ar e palpitações. Por isso, especialistas reforçam a importância da medição regular da pressão arterial, especialmente entre idosos e pessoas com fatores de risco.
De acordo com diretrizes médicas, a pressão é considerada alta quando atinge valores iguais ou superiores a 140 por 90 mmHg (14 por 9), em medições realizadas corretamente e em diferentes ocasiões. O diagnóstico, no entanto, deve ser confirmado por profissional de saúde.
Como explica o geriatra e diretor da Acuidar, rede de cuidadores especializados, Dr. Vitor Hugo de Oliveira, é possível viver bem com a hipertensão arterial, desde que haja um controle adequado. “Manter hábitos saudáveis e um acompanhamento médico contínuo faz toda a diferença na qualidade de vida. Pequenas mudanças no dia a dia, como alimentação equilibrada e prática de exercícios, ajudam significativamente no controle da pressão arterial”, ressalta o médico.
O tratamento da hipertensão combina mudanças no estilo de vida e, quando necessário, uso de medicamentos prescritos individualmente. Entre as medidas recomendadas estão controle do peso, alimentação equilibrada, redução do consumo de sal, prática regular de atividade física e manejo do estresse.
O acompanhamento contínuo da saúde do idoso é essencial para identificar alterações precocemente e estimular a adesão ao tratamento, fator decisivo para evitar complicações e preservar a autonomia. Por isso, controlar a pressão arterial ao longo da vida continua sendo uma das formas mais eficazes de envelhecer com mais saúde e independência.
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