Sindicato dos Auditores Fiscais da Paraíba (Sindifisco-PB) definiu, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), uma série de encaminhamentos de mobilização da categoria em reação ao descumprimento de acordo firmado com o secretário de Estado da Fazenda, Marialvo Laureano.
O acordo foi construído ao longo de meses de negociações e formalmente aprovado pela categoria em AGE realizada no dia 23 de dezembro de 2025.
A deliberação de retomada das mobilizações ocorreu após o anúncio do reajuste dos servidores estaduais pelo governador João Azevêdo e a publicação da Medida Provisória nº 355/2026. Os pontos previamente acordados com os Auditores Fiscais não foram integralmente cumpridos.
Dentre os pontos acordados, estavam:
* Incremento de 10% na remuneração dos Auditores Fiscais;
* Redução do interstício para progressão horizontal na carreira de cinco para três anos, reduzindo o tempo total de progressão de 30 para 20 anos.
* Reintegração da participação do Sindifisco-PB no Plano Diretor de Recursos Humanos (PDRH), fortalecendo o diálogo e a representatividade da categoria nas decisões estruturantes da gestão de pessoas.
Durante a negociação, o secretário afirmou que não haveria reajuste geral para os servidores públicos. Esta informação serviu de base para a aceitação da proposta do Governo pela categoria.
Com o anúncio de reajuste geral, os Auditores Fiscais entendem que o acordo não foi cumprido, pois apenas um dos pontos apresentados pela categoria foi, de fato, atendido, o que gerou forte indignação.
Durante a AGE, realizada nesta terça-feira (10), a categoria avaliou que o descumprimento do acordo representa uma grave quebra de confiança no processo de negociação e aprovou os seguintes encaminhamentos:
1. Moção de desconfiança da categoria em relação ao secretário da Fazenda, diante do descumprimento do acordo firmado;
2. Realização de ato público no dia 25 de fevereiro;
3. Retomada da apresentação de toda a pauta de reivindicações da categoria, reafirmando demandas estruturais e históricas;
4. Convocação de nova Assembleia Geral no dia 4 de março, com indicativo de greve, para avaliar os desdobramentos e deliberar sobre a intensificação do movimento.
“A luta continua e a categoria está unida. O que está em jogo não é apenas um percentual, mas o respeito aos acordos firmados e à valorização dos Auditores Fiscais, que cumprem papel essencial para o Estado”, afirmou a presidente do Sindifisco-PB, Helena Medeiros.
