O mês de janeiro marca a campanha “Janeiro Branco”, movimento nacional voltado à conscientização sobre a saúde mental e emocional por meio de rodas de conversa, palestras, campanhas educativas e treinamentos de lideranças.
Neste ano, o tema ganha um novo peso ao se conectar com as mudanças mais recentes trazidas pela NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), que passam a impactar legalmente as empresas a partir de 26 de maio de 2026.
A norma torna obrigatória a inclusão dos riscos psicossociais, como estresse, burnout, assédio moral e sobrecarga emocional, no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Dessa forma, a saúde mental passa a integrar, de forma permanente, a gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST).
Na prática, o que antes era trabalhado principalmente por meio de ações educativas no Janeiro Branco, agora precisa estar conectado a processos formais, documentação, indicadores e planos de prevenção, sujeitos à fiscalização.
Nesse novo cenário, o RH assume um papel ainda mais estratégico, atuando como elo entre pessoas, lideranças e a gestão de riscos.
“É muito importante a atuação do RH na campanha Janeiro Branco, mas devemos atuar para além desse mês. O RH tem um papel fundamental na identificação dos riscos psicossociais, na capacitação das lideranças e na construção de ambientes mais seguros e humanizados durante todo o ano”, destaca a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos da Paraíba (ABRH-PB), Patrícia Queiroz.
Além disso, as empresas que se antecipam às exigências legais não apenas atendem à norma, mas fortalecem o clima organizacional, reduzem afastamentos e constroem relações de trabalho mais sustentáveis.
“Cuidar da saúde mental não é custo, é investimento. E agora, além de estratégico, passa a ser uma exigência normativa que precisa ser incorporada à rotina das organizações”, complementa a presidente da ABRH-PB.

