Guarabira precisa conhecer seus candidatos e seus projetos

Estive recentemente em Guarabira e encontrei uma cidade vivendo intensamente a campanha eleitoral. Nas ruas, nas conversas e nos encontros, percebe-se uma disputa movimentada em torno das candidaturas que buscam representar a região na Assembleia Legislativa.

E, diante desse ambiente, fiquei com uma convicção: Guarabira merece um grande debate público.

Um encontro democrático em que os candidatos a deputado estadual que se apresentam ao eleitorado da cidade possam, em igualdade de condições, expor suas ideias, seus projetos, suas trajetórias e aquilo que pretendem fazer por Guarabira e pela região.

A proposta ganha ainda mais significado quando se olha para a história da cidade. Guarabira sempre respirou política. É uma terra de forte tradição na vida pública paraibana, construída por diferentes gerações e diferentes correntes de pensamento.

Por sua história passaram nomes como Sabiniano Maia, Augusto de Almeida, Osmar de Araújo Aquino, Sílvio Porto, Pimentel Filho, Jáder Soares Pimentel, Vicente Pontes, Roberto Paulino, Zenóbio Toscano e tantos outros que, cada qual em seu tempo, participaram da construção da vida política de Guarabira e ajudaram a projetar a cidade no cenário paraibano.

São personagens de épocas, circunstâncias e posições políticas distintas. Não se pretende comparar suas trajetórias, mas recordar que Guarabira possui uma história política que atravessa gerações.

E uma cidade com essa tradição merece uma campanha em que as ideias ocupem o centro da discussão.

Vamos debater?

O debate aqui proposto teria como foco os candidatos a deputado estadual que se apresentam ao eleitorado de Guarabira. Afinal, são os deputados estaduais representantes do povo na Assembleia Legislativa, responsáveis por discutir e elaborar leis estaduais, além de exercer funções de fiscalização do Poder Executivo.

Nesse cenário eleitoral estão postos nomes como Camila Toscano, Maria Porto, Tibério Limeira e Jáder Pimentel Filho. Cada candidatura tem sua própria trajetória e deve ter, em igualdade de condições, a oportunidade de dizer ao povo de Guarabira o que pensa e o que pretende fazer.

Que cada candidato diga o que pensa sobre saúde, educação, segurança, desenvolvimento, geração de empregos, esporte, juventude e os demais desafios da cidade e da região.

E que o currículo de cada um seja exposto. E seja analisado.
Isso é fundamental.

Que o eleitor conheça a formação de cada candidato, sua trajetória profissional e pública, os cargos que exerceu, os mandatos que eventualmente desempenhou, suas realizações e a experiência que acumulou. E que cada participante tenha oportunidade de falar também sobre seus projetos para o futuro.

Tudo de forma objetiva, transparente e sob as mesmas regras.

Conhecer o currículo e a história de quem pede o voto é parte do processo democrático. Com essas informações colocadas publicamente à disposição, caberá a cada eleitor analisá-las e formar livremente sua própria convicção.

Não se trata de saber quem fala mais alto. Muito menos de promover ataques pessoais ou transformar divergência política em agressão.

Ideia diante de ideia. Projeto diante de projeto. História diante de história. Currículo diante de currículo.

O que pude perceber em Guarabira é uma população interessada na eleição. O povo acompanha, conversa, discute e quer participar. E participar plenamente significa também ter informação para decidir.

Por isso, fica a proposta: que Guarabira realize um debate público entre seus candidatos a deputado estadual, com regras previamente estabelecidas, tratamento igual aos participantes e espaço para perguntas, respostas e apresentação de propostas.

É necessária a realização desse encontro, sempre de maneira democrática, transparente e absolutamente imparcial.

Uma cidade com a história política de Guarabira tem todas as razões para valorizar o confronto respeitoso das ideias.

Guarabira precisa conhecer seus candidatos. Precisa conhecer suas histórias. Precisa conhecer seus currículos. E, principalmente, precisa conhecer seus projetos. Depois de ouvir e conhecer, a decisão pertence ao eleitor.

É assim que se fortalece a democracia.