“Quantas mortes mais teremos que assistir por causa da falta de uma maternidade?”, lamenta Dr. Aledson ao cobrar melhorias na saúde de Princesa Isabel

A morte de Juliana Ferreira, gestante de 34 semanas, reacendeu o debate sobre a estrutura de atendimento às gestantes e a necessidade de uma maternidade preparada para casos de maior complexidade em Princesa Isabel e em toda a Serra do Teixeira.

Segundo informações repassadas pela direção do Hospital Regional, Juliana apresentava um quadro de pressão arterial elevada, associado à eclâmpsia, uma complicação grave da gestação. Ela foi encaminhada à unidade, mas não resistiu.

O episódio voltou a colocar em evidência uma das principais bandeiras defendidas pelo médico e deputado estadual Dr. Aledson Moura: a necessidade de ampliar a estrutura hospitalar de Princesa Isabel, com atendimento obstétrico de maior complexidade, realização de cesarianas e uma UTI capaz de atender pacientes em situações graves.

Atualmente, o Hospital Regional de Princesa Isabel é municipalizado e, segundo a argumentação do parlamentar, não possui estrutura de maternidade para realizar procedimentos obstétricos de maior complexidade. Para Aledson, a retomada da administração da unidade pelo Governo do Estado seria fundamental para que o hospital pudesse oferecer uma assistência especializada à população da região.

Requerimento apresentado

A preocupação com a estrutura de saúde de Princesa Isabel já havia sido levada por Dr. Aledson à Assembleia Legislativa da Paraíba. Em abril, logo após assumir o mandato, uma das primeiras iniciativas do parlamentar foi apresentar requerimento solicitando ao Governo do Estado a retomada da administração do Hospital Regional de Princesa Isabel.

Desde então, o deputado afirma ter ocupado diversas vezes a tribuna da Assembleia para denunciar a falta de estrutura e cobrar providências para a saúde da Serra do Teixeira.

Para o parlamentar, a situação evidencia a necessidade de uma mudança urgente.

“Quantas mortes precisam acontecer para que o governo do estado tome uma atitude? São vidas que estão sendo perdidas por um capricho da gestão”, lamenta Dr. Aledson.

Médico, Dr. Aledson também faz um comparativo com a estrutura disponível em outros municípios para defender que Princesa Isabel pode avançar na oferta de serviços de saúde.

“O município de Piancó tem maternidade e tem UTI, é uma cidade menor que Princesa. Somado a isso, Princesa deve ser uma cidade polo em saúde para toda a região. Porque, no fim, toda a Serra de Teixeira sofre com esse problema, tendo em vista que é uma região esquecida”, explica.

Segundo o deputado, a posição geográfica e a importância regional de Princesa Isabel justificam investimentos capazes de atender não apenas os moradores do município, mas também pacientes de toda a Serra do Teixeira.

ECLÂMPSIA É UMA EMERGÊNCIA GRAVE

Por ser médico, Aledson chama atenção para a gravidade de um quadro de eclâmpsia e defende que uma estrutura hospitalar adequada pode ser determinante para o atendimento de uma gestante em situação de emergência.

“Eclâmpsia é uma situação de muito risco para uma gestante, mas com equipamentos e o aparato necessário era possível evitar a morte dessa jovem, que deveria estar vivendo a maternidade junto à sua família. Lamento profundamente essa morte”, afirma.

O caso também provocou manifestações nas redes sociais de pessoas que acompanham a realidade da saúde na região.

Uma das mensagens publicadas afirma:

“Uma cidade sem estrutura nenhuma para a saúde, e essa não é a primeira. Descaso com a população e as mulheres grávidas.”

Em outra discussão, uma moradora explicou que a reivindicação não se limita à construção de uma maternidade, mas à capacidade do próprio hospital de responder a uma emergência obstétrica:

“Eu não falo nem de maternidade, eu falo do hospital mesmo que foi municipalizado. Um exemplo: acontece um problema com uma grávida e o parto precisa ser antecipado, teria cirurgião na hora para tirar a criança, é disso que falo.”

Outra internauta citou a experiência de Tabira, onde, segundo ela, há cirurgiões de plantão para realização de procedimentos, incluindo cesarianas:

“Aqui em Tabira, por exemplo, todas as sextas-feiras, temos cirurgiões de plantão realizando cirurgias, entre elas, parto cesárea.”

Ela ainda lamentou a morte e afirmou que, em sua avaliação, a jovem deveria ter recebido acompanhamento especializado.

As manifestações refletem uma preocupação que ultrapassa o caso específico de Juliana: a segurança das mulheres durante a gestação e o parto e a capacidade da rede pública de responder rapidamente a situações de emergência.

Para Dr. Aledson, a morte de Juliana deve servir como alerta para que o poder público reveja a estrutura oferecida às gestantes de Princesa Isabel e de toda a Serra do Teixeira.

“Não podemos continuar perdendo vidas por falta de estrutura. Princesa Isabel precisa ser tratada como polo regional de saúde, com uma maternidade preparada, profissionais e equipamentos para atender quem mais precisa”, defende o deputado.