Cerca de 40 crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), moradoras do município de Alhandra, no Litoral Sul da Paraíba, estão sem acesso às terapias e aos atendimentos especializados oferecidos pelo Centro Integrado de Desenvolvimento para Crianças e Adolescentes Autistas do Litoral Sul da Paraíba (Abrace Sul) em razão da ausência de transporte disponibilizado pela Prefeitura Municipal de Alhandra. Segundo relatos da instituição e de familiares, o município tem negado o transporte necessário para o deslocamento das crianças e de seus responsáveis até o centro de atendimento, impedindo a continuidade do acompanhamento terapêutico.
A interrupção das terapias preocupa familiares e profissionais, uma vez que a continuidade do tratamento é considerada essencial para a evolução das crianças com TEA. Especialistas alertam que a suspensão dos atendimentos pode provocar regressão no desenvolvimento, comprometendo habilidades já conquistadas e atrasando novos avanços.
Pais e responsáveis afirmam que muitos não possuem condições financeiras para custear diariamente o transporte até a sede da Abrace Sul. Para eles, a ausência do serviço oferecido pelo poder público representa, na prática, a negação do acesso a um atendimento especializado indispensável para o desenvolvimento e a inclusão de seus filhos.
Diante da situação, familiares e representantes da Abrace Sul fazem um apelo para que a Prefeitura de Alhandra restabeleça, com urgência, o transporte das crianças atendidas pela instituição. Eles ressaltam que garantir o acesso às terapias é uma obrigação do poder público e que cada dia sem atendimento representa prejuízos irreparáveis ao desenvolvimento de dezenas de crianças que dependem desse acompanhamento contínuo para conquistar autonomia e qualidade de vida.
A Abrace Sul é uma instituição sem fins lucrativos localizada na Rua João Bento Lins, no distrito de Mata Redonda, em Alhandra. O centro presta atendimento gratuito e especializado a 105 crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista, sendo parte deles moradores da sede de Alhandra e outros do distrito de Mata Redonda.
A instituição oferece atendimentos nas áreas de psicologia, psicopedagogia, terapia ocupacional e serviço social, fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e motor dos pacientes.
Os atendimentos acontecem às segundas, terças, quintas e sextas-feiras, sempre das 8h às 16h, período em que dezenas de famílias buscam o suporte multiprofissional oferecido gratuitamente pela entidade.
O EstadoPB deixa o espaço para a Prefeitura de Alhandra apresentar um posicionamento sobre a denúncia.

