Dia Mundial da Água: MRV registra 617 mil litros de água reutilizada em 2025, o equivalente a mais de 12 piscinas residenciais de 50 mil litros

Maior construtora da América Latina aposta no reuso de água e no monitoramento do consumo nos canteiros, além de entregar empreendimentos com dispositivos economizadores

No Dia Mundial da Água (22 de março), a MRV destaca ações de sustentabilidade e reuso de recursos hídricos em seus empreendimentos durante o processo construtivo. Diante desse contexto, o Gestor Executivo de Relações Institucionais e Sustentabilidade da MRV&CO, José Luiz Esteves da Fonseca, explica que a companhia adota práticas para monitorar e reduzir o consumo de água nas obras, que varia de acordo com cada fase do empreendimento.

“Durante a etapa estrutural, por exemplo, há um uso mais intenso por causa da cura do concreto. Já na fase final e na entrega das unidades, o consumo volta a crescer devido à limpeza geral, ao enchimento de piscinas e ao abastecimento das caixas d’água. Ao longo de todo o processo, monitoramos a utilização e adotamos iniciativas de redução e reaproveitamento”, afirma.

Soluções hídricas

A estratégia vem dando certo. Em 2025, a companhia reutilizou 617 mil litros de água em seus canteiros de obras, volume equivalente a mais de 12 piscinas residenciais de porte médio (50 mil litros) cheias. A água reaproveitada foi destinada a atividades que não exigem padrão potável, como cura de concreto, lavagem de áreas e limpeza de equipamentos, o que reduziu a necessidade de captação em fontes externas.

A ação é acompanhada por monitoramento contínuo do consumo, com atuação imediata em caso de desvios e capacitação das equipes para o uso racional e a prevenção de desperdícios. A meta é reduzir ao menos 0,5% do consumo de água ao ano. A MRV também contribui para diminuir a demanda nas unidades entregues ao instalar dispositivos economizadores, como aeradores em torneiras, descargas de duplo fluxo e sistemas de retenção de águas pluviais.

Os aeradores instalados nas torneiras misturam ar ao fluxo de água, o que mantém a sensação de pressão, mas reduz o volume efetivamente utilizado a cada abertura. As descargas de duplo fluxo oferecem duas opções de acionamento — uma com menor volume para líquidos e outra com maior volume para sólidos — permitindo adequar o uso à necessidade e evitar desperdícios. Já os sistemas de retenção captam e armazenam a água da chuva, que pode ser reutilizada em atividades que não exigem padrão potável, como irrigação de jardins e limpeza de áreas comuns.

Gestão integrada

Todas essas ações de planejamento e controle são relevantes diante da magnitude das atividades. No ano passado, o consumo total de água da MRV&CO — considerando abastecimento por concessionária, caminhão-pipa e poço — foi de aproximadamente 4,3 bilhões de litros.

“O dado evidencia a dimensão operacional da companhia e reforça a relevância de uma gestão integrada. A combinação entre reutilização, monitoramento e soluções de eficiência contribui para reduzir o impacto hídrico das obras, gerar ganhos operacionais e diminuir custos, além de fortalecer o compromisso com o uso responsável dos recursos naturais”, acredita José Luiz. Ele destaca que a companhia também mantém o Selo Obra Verde, programa interno que reconhece canteiros que adotam práticas sustentáveis durante a construção.

O executivo acrescenta que a empresa estabeleceu a Visão 2030, com metas de descarbonização e redução de emissões de gases de efeito estufa, utilizando estudos de vulnerabilidade climática para mitigar riscos associados a eventos extremos e mantendo políticas e programas que promovem a conscientização sobre mudanças climáticas entre colaboradores, parceiros e fornecedores. Entre os reconhecimentos conquistados estão o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, a certificação ISO14001 e o desempenho B no caderno de mudanças climáticas do CDP.

O Dia Mundial da Água surgiu aqui no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. A proposta da Rio-92 era colocar a questão hídrica no centro da agenda global e incentivar governos, empresas e a população a adotarem práticas de uso consciente da água. Desde a instituição da data, há 34 anos, houve avanços em investimentos e políticas públicas, mas os desafios persistem: o consumo global segue elevado e o desperdício ainda é um problema estrutural em diversos países.

A construção civil ocupa posição relevante nesse cenário, respondendo por aproximadamente 5,3% das retiradas globais, considerando o uso direto de água nas obras e o consumo associado à produção de materiais. Ainda assim, o segmento fica abaixo de áreas como agropecuária, responsável por cerca de 70% das retiradas globais de água doce por causa da irrigação em larga escala e da produção de alimentos; indústria, com aproximadamente 20%; e uso residencial, que representa em torno de 10%, de acordo com estudos internacionais realizados ao longo das últimas décadas.

Sobre a MRV

Com 46 anos de mercado e o propósito de construir sonhos que transformam o mundo, a MRV é uma das cinco empresas que compõem o grupo MRV&CO. É considerada a maior construtora e incorporadora da América Latina, tendo como foco empreendimentos residenciais econômicos, com preços acessíveis para um público que busca o sonho da casa própria. A companhia já entregou mais de 500 mil chaves. Hoje, mais de 1,6 milhão de pessoas vivem em um imóvel construído pela MRV. Acesse e conheça mais sobre a companhia www.mrv.com.br.